Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

SEM REMÉDIO

 

Aqueles que me têm muito amor

Não sabem o que sinto e o que sou...

Não sabem que passou, um dia, a Dor

À minha porta e, nesse dia, entrou.

 

E é desde então que eu sinto este pavor,

Este frio que anda em mim, e que gelou

O que de bom me deu Nosso Senhor!

Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

 

Sinto os passos de Dor, essa cadência

Que é já tortura infinda, que é demência!

Que é já vontade doida de gritar!

 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,

A mesma angústia funda, sem remédio,

Andando atrás de mim, sem me largar!

 

                                                                Florbela Espanca

publicado por isabelsushi às 12:45
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Sábado, 24 de Março de 2012

Tortura

Voltei...  Cansada, sem inspiração, mas voltei! A  todos desejo um Bem-Hajam!

 

 

 

Tirar dentro do peito a Emoção,

 

A lúcida verdade, o Sentimento!

 

E ser, depois de vir do coração,

 

Um punhado de cinza esparso ao vento!...

 

 

 

Sonhar um verso de alto pensamento,

 

E puro como um ritmo de oração!

 

E ser, depois de vir do coração,

 

O pó, o nada, o sonho dum momento...

 

 

 

São assim ocos, rudes, os meus versos:

 

Rimas perdidas, vendavais dispersos,

 

Com que eu iludo os outros, com que minto!

 

 

 

Quem me dera encontrar o verso puro,

 

O verso altivo e forte, estranho e duro,

 

Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

 

 

 

                            Florbela Espanca

 

 

 

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publicado por isabelsushi às 18:40
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

AMEI-TE

 

 

               

Sim, amei-te...
Não te amei como se ama uma só vez na vida,
porque a vida é uma constante busca do mais.
Amei-te com um amor único,
porque o amor tem muitas faces,
todas diferentes entre si...
Amei-te de verdade
- com a minha verdade –


Mas,
daquele amor profundo e insano
restaram apenas lembranças
que desfilam pela mente
como um filme antigo,
cujas cores o tempo

se encarrega de esmaecer a cada dia
que esta distância nos obriga...

Ecos na memória
cada vez menos audíveis...
Algemas se rompendo
libertando a alma...
O véu que encobre os olhos
caindo aos poucos,
mostrando  a realidade bem diversa
da imaginação tão fértil em criar sonhos,

para dar rumo à alma solitária

e alimentar um coração sedento de amor.

Sim, amei-te...
Amei?

(Desconheço o autor)

 

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publicado por isabelsushi às 14:37
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